Sobre a Revista
A Leia Brasil, enquanto Organização Social, existe desde outubro de 2001, quando se completava o décimo aniversário de funcionamento do Programa Leia Brasil de Incentivo à Leitura, criado e operado – até então – como um Programa de Sustentabilidade e Responsabilidade Social para a Petrobras. Mas sua caminhada em prol da cultura e do letramento acontece há 33 anos, quando de sua gênese.
A Leia Brasil ocupou uma enorme lacuna na educação brasileira, oferecendo acervos literários e suporte pedagógico para a formação continuada de alunos e professores, notadamente no campo do letramento. De sua primeira experiência - em algumas escolas da cidade do Rio de Janeiro - expandiu-se até atingir a oito estados da federação, oferecendo um leque de atividades composto por cursos, oficinas, aulas de arte, teatro infantil, contação de histórias, visitas de escritores, circulação de acervos, produção de conteúdos de reflexão, realização de eventos e, claro, livros à mão-cheia.
A Leia Brasil circulou por escolas de municípios de diversos tamanhos numa época em que não havia bibliotecas escolares. Atingiu mais de 300 mil alunos e 16 mil professores a cada mês. Em 2001 suas 22 bibliotecas circularam 5 milhões de livros, todos os meses, em aproximadamente mil escolas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Sul e Paraná. Dez meses por ano, realizando aproximadamente 20 milhões de empréstimos anualmente. Estabeleceu parcerias formais e informais com Universidades e Instituições de Ensino e Pesquisa, inclusive internacionais, como a Unesco, o Cerlalc, a OEI, ABL, PUC-Rio e UFRJ, entre outras.
Entre docentes e pesquisadores que contribuíram para a história da Leia há nomes importantes e de grande vulto no ensino e pesquisa, tais como: Affonso Romano de Sant’Anna, Eliana Yunes, Júlio Diniz, Ezequiel Teodoro, Guiomar de Gramont, Guiomar Namo de Melo, Marco Luchesi, Bartolomeu Campos de Queirós, Gilberto Velho, Glória Pondé, Sebastião Amoedo de Barros etc. E também nomes da Literatura que articularam suas escritas com a prosa poética e suas metáforas, tais quais: Marina Colasanti, Alcione Araújo, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Braulio Tavares, Zuenir Ventura, Daniel Munduruku, Roseana Murray etc.
Como uma instituição que prima pela reflexão e suas práticas acadêmico- culturais, a Leia Brasil investiu e quer continuar promovendo o alargamento da compreensão de leitura. Produziu quatro livros sobre educação e leitura:
A Formação do Leitor – Pontos de Vista; Vivências de Leitura; Diferentes heróis, diferentes caminhos; Leitura de Mundo através da Narrativa Dramática; e Novos Usos para Antigos Materiais.
Todas as publicações, em tiragens que variaram de 5 a 30 mil exemplares, foram distribuídas gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas ou comunitárias de todo o Brasil.
Há alguns anos integrou-se ao Comitê de Assessoramento do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), dos Ministérios da Educação e da Cultura, e investiu na produção, edição e distribuição (gratuita) de 30 edições dos Cadernos de Leituras
Compartilhadas: uma seleta de textos literários e acadêmicos, transdisciplinares, para ampliação do repertório de leitura e apoio às práticas pedagógicas em sala de aula.
Agora, em 2025, quando o Rio torna-se Capital Mundial do Livro, a Leia Brasil cria a sua 1ª. Revista Acadêmica, intitulada et.al.- Education & Technology for Advancing Learning; com o objetivo de incorporar à sua trajetória, a divulgação e o incentivo à pesquisa científica, sempre focada na Educação, suas Tecnologias e Ciências correlatas.

